Interpretações Sobre A Analogia Doxástica Apresentando Uma Perspectiva Sobre A Responsabilidade Doxástica
Interpretações Sobre A Analogia Doxástica
Apresentando Uma Perspectiva Sobre A
Responsabilidade Doxástica
José
Pablo Rodrigues Francisco Do Nascimento
O que pretendemos discutir a
seguir está relacionado com concepção de Responsabilidade
Doxástica1, ou seja, explicaremos o tipo de
responsabilidade que temos por nossas
crenças estudando o fato análogo nos referindo ao tipo de responsabilidade que
temos pelas consequências de nossas ações. Não há, portanto, razão para não a
favorecer em detrimento de relatos de responsabilidade doxástica que não
preservam a analogia com o conceito não atitudinal. Em primeiro lugar, enfatiza
a vantagem de preservar como faz a concepção consequencial a analogia com o
conceito não atitudinal, ou seja, com o este texto pretendemos citar duas
coisas, ambas com o objetivo de defender a concepção de Responsabilidade Doxástica.
Eventualmente somos responsáveis
por nossas crenças, porém, na busca por entender os motivos das nossas crenças
podemos entender nossas atitudes. O conceito de responsabilidade doxástica é
equivalente a qualquer forma de responsabilidade não atitudinal, por outro
lado, podemos chamar de concepção
consequente de responsabilidade doxástica sustentando que o tipo de
responsabilidade que temos por nossas crenças é de fato equivalente ao tipo de
responsabilidade que temos pelas consequências de nossas ações.
Neste texto apresentaremos
possíveis fatos, com o objetivo de defender essa visão pouco sofisticada, mas
intuitiva, da responsabilidade doxástica. Em primeiro lugar, enfatizaremos a
vantagem de preservar como se faz a concepção consequencial, a relação que se
dá com o conceito não atitudinal, ou seja, com o conjunto de ações e suas
consequências. Em segundo lugar, apontaremos o registro das oposições mais importantes
à concepção consequencial e resolveremos o empasse com uma conclusão mediadora.
O resultado é que não há sérias desvantagens na concepção consequencial. Não
há, portanto, razão para não o favorecer em detrimento de relatos de
responsabilidade doxástica que não preservam a analogia com o domínio não
atitudinal.
Em reflexão temos, “Refiro-me a
uma análise informativa em termos de condições necessárias e suficientes do que
é acreditar responsavelmente. Considero tal relato informativo
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1 A responsabilidade doxástica — responsabilidade
pela crença — não aparece com destaque apenas em situações em que muito está em
jogo. Parece que também consideramos uns aos outros responsáveis por nossas
crenças em situações mais mundanas.
se nos diz, em termos sobre os quais temos um
controle bastante firme, o que é acreditar com responsabilidade.” (PEELS, Rik.
2017). Certamente a razão pela qual podemos chamar essa concepção de consequencial2 não é porque consideramos inconsequentes as explicações conflitantes da
responsabilidade doxástica.
Ao criarmos suposições ou
afirmações por certos episódios de nossa vida estamos elaborando um ponto de
relação com a doxástica, dessa forma, encontramos o ponto de partida deste
texto. Por “relação doxástica”, quero dizer o fluxo de eventos ou processos que
consistem em adquirir e manter crenças e outras atitudes doxásticas. Suponhamos
que eu adquira a crença da existência de x, eu a mantenha por um momento e,
então, suspendo meu julgamento com relação à x. Este episódio da minha vida
doxástica envolve eventos e processos doxásticos distintos, nomeadamente a aquisição de uma crença, a manutenção desta crença e, finalmente, a
rejeição desta crença. Por uma
questão de brevidade e para cumprir o uso familiar, dialogaremos simplesmente
da “crença” para ajudar a referir a esses diferentes eventos ou processos
doxásticos. Em vez de falar em termos de “minha responsabilidade pela aquisição,
manutenção ou rejeição da crença da existência de x”, falarei de “minha
responsabilidade por minhas crenças”. Então, para reformular, o ponto de
partida deste texto estudaremos a afirmação de que somos responsáveis por
nossas crenças.
Esta afirmação não é um ponto de partida muito contestável. O fato de
sermos responsáveis por nossas crenças é apoiado pela prática comum de elogiar
ou culpar as pessoas pelo que elas acreditam ou deixam de acreditar.
Empreendedores são elogiados quando, após anos de pesquisa, passam a acreditar
em algo novo sobre o funcionamento do mercado financeiro. Meus colegas de trabalho
são frequentemente culpados por suas crenças sobre certos fatos ecológicos.
Elogiar ou culpar as pessoas pelo
que elas acreditam ou deixam de acreditar ocorre com frequência e geralmente é
considerado fidedigno. Se não fôssemos ocasionalmente responsáveis por nossas
crenças, culpar ou elogiar alguém por uma delas seria sempre ilegítimo. As
interpretações sobre a analogia doxástica provoca pesquisadores e precisamos
nos apoiar nas práticas filosóficas para obter respostas. Seguindo outros
filósofos, chamaremos o tipo de responsabilidade que mostrar-se quando somos
responsáveis por nossas crenças de “responsabilidade doxástica”3. Em contraste, a
responsabilidade agentiva é o tipo de
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Consequencial, significa antes o fato de que a responsabilidade doxástica é, de
acordo com as teorias de PEELS, um tipo de responsabilidade pelas consequências, isto é, pelos efeitos de
nossas ações.
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No entanto, todos os exemplos a
favor da ideia de que a responsabilidade doxástica requer a capacidade de
acreditar no contrário que dei acima são casos de crença censurável . De acordo com alguns filósofos, porém, a culpabilidade requer a capacidade de
fazer o contrário, ao passo que a dignidade
do elogio não. A tese da assimetria
responsabilidade que exibimos quando somos
responsáveis por nossas ações ou nossa omissão, por exemplo, por ter gritado
com alguém, por não ter ouvido suas preocupações etc. Responsabilidade
doxástica e responsabilidades executivas diferem em virtude das entidades sobre
as quais incidem.
A interpretação tradicional é por
vezes formulada em termos de liberdade (ou controle). Este é, por exemplo, o
caso da citação de Booth (2014) apresentada a seguir. “A questão tradicional é
então, respectivamente, se a liberdade doxástica é análoga à liberdade agentiva
e se o controle doxástico é análogo ao controle agentivo” (BOOTH, 2014).
Consideramos essas duas críticas da questão tradicional equivalentes à
formulação que estamos supondo neste texto. Portanto, ao assumir que um sujeito
S é responsável por sua ação/crença em virtude de sua ação/crença ser livre (ou
em virtude de ser controlada). Além disso, essa dependência é tal que nossa
responsabilidade doxástica não pode ser equivalente à nossa responsabilidade
agentiva se nossa liberdade doxástica não for análoga à nossa liberdade
agentiva (ou se nosso controle doxástico não for análogo ao nosso controle
agentivo).
Essa maneira de captar a relação
entre liberdade/controle e responsabilidade provavelmente não é isenta de
problemas. No entanto, parece corresponder ao uso feito na literatura que
discute a responsabilidade doxástica. Vejamos por exemplo, Peels (2017) “A
liberdade e a responsabilidade no campo da ação devem ser medidas em termos de
razões dirigidas pelo estado, isto
é, considerações à luz das quais o fato de o sujeito estar naquele estado seria uma coisa boa ou
ruim. A liberdade e a responsabilidade no domínio da crença e da intenção, no
entanto, devem ser medidas em termos de razões dirigidas ao objeto, ou seja, considerações pertencentes ao
ser do mundo conforme ele é representado no conteúdo do estado” (PEELS, 2017).
Entre os filósofos4 que julgam negativamente à
questão tradicional da analogia doxástica, alguns são compatibilistas doxásticos. Hieronymi (2008, 2009) e McHugh (2014,
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doxástica nada diz sobre a
avaliabilidade neutra. Talvez seja porque essa atitude normativa é difícil de
distinguir de certas atitudes meramente avaliativas. No que se segue, eu me
concentro na crença louvável, assumindo que, se tanto a crença censurável
quanto a louvável implicam a capacidade de acreditar no contrário, a
avaliabilidade doxástica neutra também o faz. Uma vez que, nesta objeção, a
crença responsável e a crença condenável são assimétricas quanto a exigirem a capacidade de acreditar no
contrário, deixe-me chamá-la de objeção
da assimetria doxástica. (PEELS, 2017).
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Deixe-me
resumir como a ignorância carrega a responsabilidade doxástica na explicação
que defendi neste capítulo. Alguns filósofos argumentaram que a ignorância é a
ausência de crença verdadeira. Mesmo que essa visão, que chamo de Nova Visão,
seja falsa, isso não é problema, pois a crença verdadeira que fica aquém do
conhecimento e que contaria como ignorância na Visão Padrão, na qual a
ignorância é falta de conhecimento, nunca fornece uma desculpa doxástica. Além
disso, argumentei que apenas a descrença e a profunda ignorância fornecem uma
desculpa doxástica completa. Suspender a ignorância fornece apenas uma desculpa
doxástica parcial ou nenhuma desculpa doxástica. (PEELS, 2017).
2015), por exemplo, são compatibilistas doxásticos
que insistem que a pergunta tradicional merece uma resposta negativa. O
raciocínio que os leva a essa conclusão é apresentado na seguinte forma: A
responsabilidade doxástica não é, segundo eles, equivalente à responsabilidade
agentiva. logo, devemos em primeiro lugar, explicar o que leva esses
compatibilistas doxásticos a dar essa resposta negativa.
Exposto brevemente aos conceitos
e suposições que levam os compatibilistas doxásticos a dar essa resposta
negativa é que as crenças respondem a razões epistêmicas, enquanto as ações
respondem a razões práticas. Assim, ao mostrar que a responsividade a razões
epistêmicas é uma característica de crenças e que a concepção consequente é
capaz de assumir.
O pensamento de McHugh é
sustentado pela concepção de que um sujeito é responsável por sua crença
somente se ele não mantivesse essa crença se reconhecesse uma razão para não a
manter. Para melhor compreendemos vejamos o exemplo seguinte: suponhamos que
João acredita que precisa comprar pão. De acordo com McHugh, ele é responsável
por essa crença apenas se não a mantivesse se reconhecesse a razão para não a
manter. Se, por exemplo, João mantivesse essa crença mesmo depois de ter
percebido que outra pessoa já comprou bastante pão, sua crença não responde às
suas razões e ela não é, portanto, de acordo com McHugh, responsável por sua
crença. Desse modo, podemos observar que sua conclusão bate com uma suposta
intuição. Há algo profundamente irregular na maneira como João mantém sua
crença que parece intuitivamente privá-lo de qualquer responsabilidade por
mantê-la.
Nem todos os compatibilistas
doxásticos compartilham dessa visão. O mais impressionante é que defender uma
concepção compatibilistas de responsabilidade doxástica que torna a
responsabilidade doxástica equivalente à responsabilidade agentiva. No entanto,
podemos refletir sobre a forma negativa de interpretar à pergunta tradicional.
Entretanto, a maioria de nós tem a capacidade de levantar o braço simplesmente
decidindo fazê-lo. Isso, repetimos, é o resultado da psicologia humana e é,
portanto, uma questão contingente. Pode haver mundos nos quais criaturas
bizarras controlam suas crenças exatamente como controlam suas ações e cuja
responsabilidade doxástica é análoga à sua responsabilidade agentiva. Além
disso, este texto não descarta provocativas em vários cenários, ao contrário,
permanece neutro sobre se a questão tradicional da relação doxástica.
De maneira geral podemos
considerar em alguns aspectos que a responsabilidade agentiva é apenas um tipo de responsabilidade não
atitudinal. Além de nossa responsabilidade por nossas ações e nossas omissões,
às vezes também somos responsáveis pelas consequências
externas dessas ações e omissões. Nossa responsabilidade agentiva e nossa
responsabilidade pelas consequências
externas de nossas ações são tipos não atitudinais de responsabilidade pela
simples razão de que eles dizem respeito a outras
coisas além das atitudes. Em virtude disso, a busca pela interpretação sobre a
responsabilidade provoca uma defesa que se relaciona com uma visão de
responsabilidade doxástica, logo, podendo ser chamada de concepção consequencial, que responde negativamente à questão
tradicional enquanto responde positivamente
à questão geral.
A apresentação da concepção
consequente da responsabilidade doxástica está direcionada sobre um olhar
significativo que corresponde à concepção
consequencial de responsabilidade doxástica, justificando que tem a
vantagem de dar uma resposta positiva à questão geral da analogia doxástica
porque afirma que a responsabilidade doxástica é equivalente ao segundo tipo de responsabilidade não
atitudinal. De acordo com a concepção consequencial: A responsabilidade
doxástica é comparável ao tipo de responsabilidade não atitudinal que exibimos,
ou seja, relação de responsabilidade trazida pela responsabilização é a mesma
relação de responsabilidade que liga o sujeito à consequência externa de sua
ação, ou melhor, quando ele é responsável por essa consequência.
Vejamos um exemplo de
funcionalidade da concepção consequencial, seguimos o tipo de responsabilidade
que meu colega de trabalho tem por sua crença
sobre as queimadas é equivalente ao tipo de responsabilidade que ele tem por
dirigir involuntariamente sobre meus canteiros de flores. Em ambos os casos, o
tipo de responsabilidade física não é a responsabilidade de agente, mas o tipo
que exibimos quando somos responsáveis pelas consequências, abrimos destaque
para A concepção consequencial de
responsabilidade doxástica que tem a vantagem de dar uma resposta positiva à
questão geral da analogia doxástica porque afirma que a responsabilidade
doxástica é comparável ao segundo
tipo de responsabilidade não atitudinal. Desse modo, conseguimos perceber
quando somos responsáveis pelas consequências externas de nossas ações, mas
antes disso, vale a pena explicar o que os filósofos querem dizer quando
afirmam que a responsabilidade doxástica é (ou não) análoga a um tipo de responsabilidade não atitudinal5.
Para justificar as questões básicas
de uma explicação da crença responsável, forneceremos uma reflexão da
responsabilidade que possa esclarecer algumas questões relativas à crença.
Pois, ser responsável é ser o objeto adequado de uma ou mais das atitudes
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As
atitudes doxásticas são diferentes de muitas outras consequências de nossas
ações e omissões pelas quais somos responsáveis, pois, ao realizar ações ou
omissões que influenciam a crença, dificilmente prevemos qual atitude doxástica
específica iremos adquirir como resultado disso. Portanto, mesmo que alguém não
seja um compatibilistas sobre crenças e outras consequências imprevisíveis,
ainda pode ser um compatibilistas sobre consequências previsíveis. Claro, essas
não são mais do que algumas pinceladas muito amplas. Uma defesa substancial
dessa posição exigiria mais detalhes e muito mais argumentos. (PEELS, 2017).
normativas em vez de avaliativas, ou seja, elogio, censura ou avaliação
imparcial. Contudo, esperar que alguma proposição p é pensar ocorrente, dormente ou tacitamente que p. Se alguém
é
ou não responsável por uma crença
de que p é uma questão de saber se
alguém pode ser adequadamente avaliado por pensar que p. Dessa forma, podemos refletir sobre as condições que levam
alguém a acreditar responsavelmente e se é responsável por sua crença ou
acredita
irrepreensivelmente. Embora, Brian Weatherson6 afirma, a crença responsável não
exige que alguém acredite de forma louvável.
O que podemos compreender das
consequências e decorrências da Responsabilidade Doxástica é a razão de favorecer
a uma resposta positiva, pois, a cautela da relação entre responsabilidade
doxástica torna-se uma forma não atitudinal de responsabilidade podendo ser
evitada. Ou seja, o que é apropriado chamar de “a objeção da doxástica” está
relacionado com a objeção do princípio de liberdade.
O problema não é simples, mas
crucial. O objetivo dos filósofos que estudam a responsabilidade doxástica é
tentar descobrir onde/quando, no campo doxástico, poderíamos localizar algo que
valha a pena chamar de responsabilidade doxástica. Podemos imaginar que esta
investigação de tais conceitos os resultados apontem uma resposta negativa à
questão geral da analogia doxástica. Ou seja, suponha que esta investigação
leve à conclusão de que a responsabilidade doxástica não é equivalente a nenhuma forma de responsabilidade não
atitudinal. Então, nada justifica o uso da expressão “responsabilidade
doxástica”, justamente
porque “responsabilidade doxástica” não se refere a
uma forma padrão7 de responsabilidade, está direcionada a uma forma de responsabilidade
que pode ser descoberta no conceito não atitudinal.
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CRENÇA
RESPONSÁVEL É CRENÇA SEM CULPA - Distingamos duas visões: a Tese da
Inculpabilidade (BT) e a Tese da Louvor (PT): BT: S acredita responsavelmente que p
iff S acredita sem culpa que p. PT: S acredita responsavelmente que p iff S acredita de forma louvável. BT e PT são mutuamente exclusivos,
uma vez que dão veredictos diferentes sobre os casos em que alguém é avaliado
de forma neutra por sua crença. Por exemplo, se minha crença de que o comunismo
está falido é o objeto apropriado de avaliação neutra, BT diz que acredito com
responsabilidade, ao passo que O PT nega. Isso significa que um relato de
crença responsável deve tomar uma posição sobre essa questão. Pelo que sei,
embora a BT seja frequentemente assumida tacitamente na literatura, nenhum
argumento foi fornecido para isso. Entendo que essas considerações não demonstram a veracidade da BT, mas que
contam claramente a seu favor. Isso significa que devemos aceitar BT, a menos
que haja boas razões para aceitar PT que superem ou equilibrem os argumentos a
favor do BT. Aqui estão os dois princípios que Weatherson considera plausíveis:
(1) É possível para S ter uma crença
justificada, mas falsa, de que sua crença de que p é justificada. (2) Se S
acredita sem culpa que está justificado em acreditar que p, e com base nessa
crença passa a acreditar que p, então ela é inocente por acreditar que p.
(PEELS, 2017).
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Alguns filósofos argumentaram que a ignorância é a ausência de crença
verdadeira. Mesmo que essa visão, que chamo de Nova Visão, seja falsa, isso não
é problema, pois a crença verdadeira que fica aquém do conhecimento e que
contaria como ignorância na Visão Padrão, na qual a ignorância é falta de
conhecimento, nunca fornece uma desculpa doxástica. Além disso, argumentei que
apenas a descrença e a profunda ignorância fornecem uma desculpa doxástica
completa. Suspender a ignorância fornece apenas uma desculpa doxástica parcial
ou nenhuma desculpa doxástica. (PEELS, 2017).
Conclusão
Neste texto, o principal objetivo
foi elaborar uma justificativa e refletir sobre a concepção consequente de
responsabilidade doxástica e elaborar algumas interpretações a respeito do
tema. As contradições e objeções desenvolvidas ao longo do texto foram muito
importantes para que pudessem ser levantadas hipóteses contra a ideia discutida
no texto. Também foi relatado que a concepção consequencial que preserva a
analogia com o domínio não atitudinal. Pois, isso fornece à concepção
consequente o importante benefício de evitar a objeção de liberdades não
aceitas. O objetivo final foi descrever fatos e teorias que justifiquem a livre
interpretação da responsabilidade doxástica, a fim de torná-la necessária. Em
seguida a concepção consequencial foi apresentada como uma explicação intuitiva
e não sofisticada da responsabilidade doxástica que realiza todos as áreas.
Para PEELS o argumento mais
elaborado foi a provocativa da existência de três fatores que influenciam o que
acreditamos e que muitas vezes estão sob nosso controle, assim como, os
mecanismos sociais, cognitivos, virtudes e vícios intelectuais. Da mesma forque
que acontece em certas obrigações, tanto contingentes quanto não contingentes,
com relação a esses fatores que influenciam a crença. Isso ocorre porque não os
realizar às vezes é atualizar ou manter um estado de coisas que é moral,
prudencial ou sistemicamente ruim do ponto de vista doxástico. Podemos aprender
que, há grosso modo, alguém acredita com responsabilidade se e somente se, ao
assumir essa crença, não violou nenhuma obrigação intelectual e sua crença não
é
sobre essas obrigações
intelectuais. No entanto, também vimos que há algumas razões para pensar que a
conta ainda não está completa. Pois pode ser que às vezes acreditemos de forma
responsável, apesar de termos violado uma obrigação intelectual de todas as
coisas ao chegar a manter essa crença. Talvez a força, a ignorância, a sorte ou
vários desses fenômenos às vezes contribuam com uma desculpa limitada e, assim,
deixem espaço para uma crença responsável.
Referências
BEROFSKY, B. (1987) Liberdade da Necessidade. Nova York:
Routledge e Kegan.
BOOTH, AR
(2014) “On Some Recent Moves in Defense
of Doxastic Compatibilism.” Synthese
191(8): 1867–1880.
MATTHEN, N. (2014) “Como
ter certeza: exploração sensorial e certeza empírica.” Phi losophy and Phenomenological
Research 88(1): 38–69.
MCHUGH, C. (2013) “Responsabilidade
Epistémica e Agência Doxastic.” Questões
filosóficas 23: 132–157.
PEELS, R. (2014) "Against
Doxastic Compatibilism." Filosofia
e Pesquisa Fenomenológica 89(3): 679– 702.
PEELS,
Rik. The Consequential Conception of
Doxastic. New York: Routledge. © Oxford University Press 2017.
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